Onde o Mundo Fica Baixo o Suficiente para Ser Ouvido
Há ruídos que se impõem.
E há sons que só existem quando tudo o resto cede. É nesse silêncio que a escuta interior profunda se revela. De fato, praticar a escuta interior profunda transforma o silêncio em sabedoria.

O mundo é barulhento porque precisa ser.
A alma, não. Apenas no silêncio conseguimos acessar uma escuta realmente profunda e interior.
Ela não disputa atenção.
Ela espera. E assim, o desenvolvimento da escuta profunda do nosso interior se potencializa nesse tempo de espera.
Existe um ponto interno onde nada pede resposta imediata.
Onde não há narrativa, nem justificativa, nem performance emocional.
Só percepção crua. Assim, a busca pela escuta interior profunda começa exatamente aí.
Nesse lugar, a escuta não é esforço e sim consequência e também pode ser entendida como uma escuta interior profunda.
O corpo sabe quando chegou ali.
Os ombros soltam.
O pensamento perde a necessidade de concluir.
E algo antigo, quase esquecido, começa a vibrar de novo. Por outro lado, encontrar essa profunda escuta do interior exige entrega e tempo.
Não é revelação.
É reconhecimento. Além disso, essa escuta interior e profunda facilita esse reconhecimento sutil.
Escutar profundamente não traz respostas claras.
Traz afinação.
E quando a afinação acontece, o mundo externo para de gritar.
Algumas verdades não querem ser entendidas.
Querem apenas ser ouvidas e deixadas em paz. Por fim, a escuta interior profunda permite acolher essas verdades sem interferência.