O Tempo em Estado Vivo
O tempo não corre.
Ele respira. Refletir sobre tempo presente e consciência é essencial para compreendermos o ritmo da vida.

Há momentos em que ele se dilata, quase suspenso,
e outros em que passa tão rápido que só percebemos depois, não pela falta, mas pela mudança que deixou.
O agora não é um ponto fixo.
É um atravessamento.
Um intervalo delicado onde tudo ainda pode ser sentido antes de virar memória.
Existe uma tensão silenciosa entre o desejo de controlar o que vem
e a dificuldade de sustentar o que já está aqui.
Talvez seja por isso que o presente, às vezes, pareça escorregadio:
ele exige atenção sem prometer permanência.
Nada no tempo pede eternidade.
Tudo pede presença suficiente para ser vivido.
Quando o instante é reconhecido, mesmo breve, ele cumpre sua função.
Não porque foi aproveitado,
mas porque foi habitável.
O tempo segue.
Mas algo em nós muda quando paramos de tentar segurá-lo
e começamos apenas a escutá-lo passar.